O que é o slow life? O movimento atualmente já tem muitos adeptos ao redor do mundo e a cada dia ganha mais. Tudo começou em 1986 na Itália com o slow food - criado para estar na contramão do fast-food – e, a partir disso, foi incorporado ao bem-estar e à qualidade de vida. Desde então, passou para outras esferas e chegou à moda, beleza, nutrição e à decoração. Pela primeira vez teremos a matéria de estreia como um manifesto para introduzir e explicar o porquê do tema escolhido para essa temporada. O slow é um estilo de vida que propõe foco nas coisas que realmente são importantes para cada um de nós, e te convida a se desacelerar para fazer perguntas e encontrar respostas. Literalmente falando, é puxar o freio de mão para ver se o caminho que está percorrendo é o que realmente deseja. O assunto é extenso, alcança todas as áreas da nossa vida e nos chama para a reflexão das nossas escolhas. Abordamos o tema de forma bem prática ao longo de 30 matérias online e de 6 ações offline. O objetivo desse projeto é de descobrirmos juntos um estilo de vida sustentável, e o slow life virou tema nessa temporada por parecer ser uma boa proposta. Seja pensando na saúde humana ou no meio ambiente em que vivemos, o termo pode estar presente nas nossas escolhas do dia a dia.


Como podemos desacelerar na hora de comer ou mesmo selecionar os ingredientes do cardápio de casa? Preparamos matérias cujo valor que damos ao ato de sentar à mesa está diretamente ligado ao que entra no seu carrinho do mercado. Como os produtos de beleza que habitam nossas bancadas e gavetas podem ser slow? E o que ganhamos com isso? Criamos algumas pautas para conversarmos sobre o assunto. Chegamos ao seu guarda-roupa e também mostramos como ele pode ter relação com sua ansiedade e a poluição do planeta. Sim, a coisa está toda junta e misturada. Todos temos a ganhar com a redução. Menos pode realmente ser mais, viu? E com mais tempo podemos nos observar melhor e perceber o que é realmente essencial.


Todas as pautas de bem-estar nos propõem ferramentas que podem ajudar a fazer do tempo o seu aliado, seja a leitura, yoga, meditação, acupuntura ou mindfull. O jornalista escocês Carl Honoré publicou seu primeiro livro "Slow" (em português "Devagar") em 2004 e diz que "estamos passando pela nossa vida muito rápido ao invés de vivê-la de fato". Será que percebemos ou queremos isso?
Se já sabemos que a velocidade intensa e ininterrupta causa estresse no ser humano e no meio ambiente, acreditamos que devemos começar a conhecer e a experimentar um modelo de vida que preze o equilíbrio. Será que a proposta de desacelerar não é uma forma de combater esse antigo vilão da sociedade moderna? É uma moda passageira ou veio para ficar?

Venha com a gente e vamos, juntos, com um passo de cada vez, descobrir.

#MultiplicaCOMM.

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Reutilizar um material que iria para o lixo, aproveitando suas propriedades originais, é o que se chama de Upcycling. Embora esse processo de dar novo uso e sentido a algo que seria descartado se assemelhe ao da reciclagem (Recycling), existe uma diferença: no Upcycling, valoriza-se o ciclo de um objeto, ao invés de transformá-lo em outra coisa. Ou seja, o material que será reaproveitado não precisa ser desfeito para renascer. Ele é utilizado do mesmo jeito, sem passar por transformações químicas e físicas. No entanto, ganha um status novo e melhor.


Surgido nos anos 90 e difundido para o público uma década depois, em grande parte por causa do livro Cradle to Cradle: Remaking the Way We Make Things, o Upcycling tem um custo bastante reduzido para o meio ambiente. Como não utiliza novas matérias-primas, seu processo gera menos poluição do ar e da água, menos gasto de energia e menos emissão de gases de efeito estufa. Isso porque nenhum resíduo passa pelos processos industriais típicos da reciclagem. Não à toa o Upcycling vem sendo bastante aplicado no design e na moda. Principalmente, em países da Europa, como Inglaterra e Alemanha. Agora, é fazermos a nossa parte para que a tendência seja cada vez mais disseminada por aqui também!



#Upcycling #Sustentável #Durável

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Como o próprio termo já diz, Eco Friendly engloba tudo o que é amigável ao meio ambiente. Bastante amplo, o conceito se refere a bens, serviços, leis, diretrizes políticas e ações que tenham como objetivo causar o mínimo de dano possível à natureza. Empresas, instituições e pessoas podem adotar práticas Eco Friendly e essas medidas estão diretamente ligadas ao consumo consciente. Isso porque esse hábito é o principal responsável pela redução de impactos ambientais, sociais e econômicos, segundo a Voltage, agência especializada na pesquisa e mapeamento do comportamento. E a explicação vem do fato de que qualquer atividade humana afeta o meio ambiente e também de que não existem produtos totalmente sustentáveis.



Sendo assim, nossa primeira atitude rumo a um estilo de vida Eco Friendly é, obviamente, adotar a prática do consumo responsável no cotidiano. Comece buscando informações sobre o tema em organizações sérias, como o Instituto Akatu (http://www.akatu.org.br/) e o Greenpeace (http://www.greenpeace.org/brasil/pt/), e prestando a atenção aos selos que certificam a sustentabilidade dos produtos. Feito isso, avalie os impactos das suas atividades no planeta e opte sempre pelo o que é menos nocivo a ele. Afinal, a contribuição de cada um para um mundo mais sustentável começa com as nossas escolhas.


#Ecofriedly #Sustentável #ConsumoResponsável

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A ideia de que moda sustentável significa falta de estilo já ficou no passado e várias marcas estão aí para provar. Não faltam exemplos no Brasil e no mundo de grifes que produzem roupas e acessórios bacanas de forma sustentável. Mas atenção ao greenwashing! O termo em inglês, que pode ser traduzido como "maquiagem verde", serve para identificar as empresas que usam truques de marketing para se passarem por eco friendly. Por isso, não deixe de pesquisar sobre a origem do que você compra, para ter certeza sobre o custo social e ambiental do produto.



A gigante sueca H&M, que atende aos segmentos masculino, feminino e infantil, desenvolveu uma linha de jeans fabricados com algodão reciclado, chamada Close the Loop Denin. A proposta da etiqueta é criar um ciclo fechado para os têxteis, no qual as peças que os clientes não querem mais possam ser transformadas em outras, para reduzir o desperdício e o uso de recursos virgens. Além disso, a empresa diz estar testando novas tecnologias para aumentar a quantidade de algodão reciclado em outros itens. No entanto, essas iniciativas da H&M geram polêmica, já que há quem diga que não passam de greenwashing.



Stella McCartney, cujo trabalho sustentável já foi notícia aqui, na COMM., produz roupas e acessórios de luxo com tecidos orgânicos, corantes naturais e nada de couro animal. Já a brasileiríssima Insecta Shoes, que vende pela internet, transforma roupas antigas em novos vestidos e sapatos, feitos de forma artesanal. Além de reciclar o que iria para o lixo, a grife usa matéria-prima feita de garrafa PET. Badalada entre várias famosas, a designer Mana Bernardes faz brincos, colares, pulseiras e pingentes, com pinta de obra de arte, a partir de materiais que seriam descartados. Pense em cordas de varal, tampas de caneta e embalagens. 

Flávia Aranha, por sua vez, é uma expressiva representante do slow fashion. A estilista cria modelagens atemporais, em tecidos de algodão puro e linho, e só usa corantes naturais para tingir suas roupas. E como o artesanal não poderia ficar de fora dessa, grave o nome de Gustavo Silvestre. O pernambucano produz peças de crochê, em parceria com crocheteiras de comunidades do seu estado, e trabalha com fios e tecidos orgânicos.



#EstiloConsciente #ModaInteligente #ConsumoResponsável #EstiloEco #ModaÉtica #ConsumoSustentável #H&M # StellaMcCartney #InsectaShoes #ManaBernardes #GustavoSilvestre

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Diálogo, transparência e respeito são os pilares que sustentam o conceito de Fair Trade. Se você nunca ouviu falar nesse termo, que significa Comércio Justo, em português, saiba que ele carrega a missão de congregar responsabilidade social, sustentabilidade e competitividade nas relações comerciais.



Criado na década de 60, o Fair Trade veio para estabelecer preços justos, padrões sociais e ambientais equilibrados nas cadeias produtivas, além de promover o encontro de produtores responsáveis com consumidores éticos. A ideia é desburocratizar o comércio e diminuir a dependência que existe em relação a atravessadores e à instabilidade do mercado global de commodities.




O Fairtrade é o selo oficial do chamado “comércio justo”. Para recebê-lo, o produtor tem que cumprir os critérios definidos pela FLO (Fairtrade Labelling Organizations International), entidade responsável pela distribuição dos certificados. Ter um preço mínimo para o produto, que cubra a produção, e um bom pagamento para os produtores é uma das exigências. Exigências estas que visam garantir os direitos dos trabalhadores e melhores condições de troca para um desenvolvimento sustentável.

#FairTrade #Sustentável

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Um dos maiores astros da música pop atual, Pharrel Williams é também um artista super engajado ecologicamente e socialmente. Além de defender ferrenhamente a liberdade feminina, o músico toca vários projetos na área da sustentabilidade. Ele é parceiro da ONU para promover a participação dos jovens nos problemas climáticos e foi porta-voz do Dia Internacional da Felicidade, promovido pela Organização, em 20 de março. A data foi criada com o objetivo de mobilizar pessoas ao redor do mundo para se solidarizarem com quem já sente os efeitos das mudanças climáticas e também para pressionar os governantes a tomarem medidas em prol de um planeta melhor e mais feliz.



Pharrel já assinou coleções para as gigantes Adidas Original e Uniqlo, mas sua participação na moda engloba também projetos ecologicamente corretos. Ele fechou com a loja de departamentos sul-africana Woolsworth para criar uma série de camisetas sustentáveis e colocou seu nome em linhas de roupas feitas a partir de toneladas de plásticos recicláveis para a marca holandesa G-Star Raw. Essas colaborações de cunho eco friendly na área fashion são produto da parceria do músico com a startup sustentável Bionic Yarn, da qual ele se tornou diretor criativo. A empresa é expert em produzir fios, linhas e tecidos premium feitos com plásticos coletados dos oceanos.



#EstiloSustentável #ModaÉtica #EcoFriendly #ModaInteligente #ConsumoResponsável #PharrelWilliams

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Você já se perguntou para onde vai o lixo que produzimos? Basicamente, ele é encaminhado aos lixões, aos aterros sanitários, aos incineradores e às usinas de compostagem e de reciclagem. O problema é que essas formas e locais de disposição de lixo oferecem prós e contras para o meio ambiente, já que não representam uma solução definitiva. Logo, o que precisamos fazer é diminuir significativamente nossa produção de resíduos. Partindo desse princípio, foi criado o Zero Waste, ou Resíduo Zero, movimento que incentiva ações para que possamos reduzir ao mínimo nosso lixo e reaproveitar ao máximo tudo o que usamos. Afinal, nos grandes centros urbanos, os resíduos sólidos crescem mais que a população.

A primeira medida a ser tomada para aderir à filosofia do Resíduo Zero é começar a abdicar do que é descartável. Parece uma tarefa complicada de se aplicar à vida prática, mas pequenas ações já garantem um grande progresso. Basta que cada um de nós faça a sua parte. Que tal passar a comprar alimentos em feiras ou a granel, para evitar o excesso de embalagens? E quando for ao mercado, saia de casa com a lista pronta e sempre use sacolas reutilizáveis. Outra boa dica é reduzir os pedidos de delivery e passar a preparar as refeições em casa. Presente em vários setores, o movimento Zero Waste é forte também na moda, já que existem vários designers que se baseiam na redução do resíduo têxtil para produzir suas peças.


Nos lixões, os resíduos sólidos são despejados no solo, sem proteção ao meio ambiente e à saúde pública.
Já os aterros sanitários usam técnicas que minimizam os impactos ambientais. Mas, embora sejam mais seguros, precisam de constante manutenção e desperdiçam material potencialmente reciclável.
A incineração, por sua vez, reduz o volume do lixo em mais de 70%. O problema é que seu processo, feito por meio da queima, pode emitir gases cancerígenos, como a dioxina.
Criadas para transformar o resíduo orgânico em adubo, as usinas de compostagem podem liberar substâncias tóxicas ao solo, dependendo da composição do lixo.
As usinas de reciclagem transformam parte do lixo em novas matérias-primas. Mas, apesar de devolverem produtos reutilizáveis, requerem um custo alto para operarem. Além disso, elas dependem da coleta seletiva bem-sucedida.

O filme Trashed debate a questão do descarte e da poluição, por meio de conversas com cientistas, políticos e pessoas comuns. No documentário, produzido no Reino Unido, em 2012, e estrelado pelo ator Jeremy Irons, são abordados temas como reciclagem, incineração e a contaminação do solo pelos lixões.

#ZeroWaste #ResíduoZero #ConsumoResponsável

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Podemos considerar artesanato tudo o que vem do trabalho manual e utiliza matéria-prima natural. Ou também aquilo o que pertence à chamada cultura popular. Logo, quando escolhemos produtos pertencentes a essa categoria, caminhamos na direção de uma vida mais sustentável. Para começar, porque valorizamos um determinado costume local e também o ofício do artesão, que produz peças únicas, carregadas de estilo próprio e de emoções.


Além disso, colaboramos com a taxa de empregabilidade. Afinal, geramos trabalho para a pessoa que produziu o objeto artesanal adquirido, ou para as cooperativas às quais ela é filiada. Atuante em todas as etapas de seu produto, o artesão é um profissional diferenciado. Ele participa desde a escolha do material, até a forma de fabricação e de comercialização do objeto. O que pode fazer com que seu processo de produção gere menos impacto.




#FeitoàMão #Sustentável

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Muitas indústrias da área farmacêutica e cosmética costumam fazer testes químicos e laboratoriais em animais. Enquanto alguns dizem que usar os bichos como cobaia não garante a segurança do uso dos produtos testados em seres humanos, há quem alegue que essa prática, às vezes, é a única opção.



Polêmicas à parte, o fato é que os cachorros, gatos e ratos submetidos a esses testes, quando não morrem, sofrem muito, já que os procedimentos podem ser feitos sem anestesia e deixar sequelas dolorosas. Portanto, se você é contra os experimentos em animais e quer consumir com a consciência tranquila, observe se os produtos escolhidos levam, na embalagem, o selo Cruelty Free. Essa espécie de certificação traz o desenho de um coelho.


A expressão Cruelty Free, quando traduzida para o português, significa “livre de crueldade” e é usada para descrever atividades que não causam morte ou dano às pessoas e aos animais. No Brasil, são poucas as empresas com produtos que levam o selo e é possível saber quais são elas, no site do PEA (Projeto Esperança Animal), entidade ambiental de abrangência nacional, cuja missão é mudar o cruel tratamento que os animais e o meio ambiente recebem.



Porém, o selo não garante que uma empresa classificada como Cruelty Free terceirize serviços de outras que façam testes em animais. Por isso, não deixe de pesquisar. Entre em contato com o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) das marcas e questione sempre a origem do que você compra. A informação ainda é o melhor caminho para quem almeja uma vida ética e sustentável.

http://www.pea.org.br/

#CrueltyFree #ConsumoResponsável

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Quer ter um guarda-roupa consciente, ou conferir se o seu já é? Então, não deixe de ler o checklist que nós preparamos.

Para começar, analise a possibilidade de se desfazer daquilo o que você não usa. Afinal, um dos princípios da sustentabilidade é evitar o desperdício. Identifique quais peças você não tira da gaveta há mais de um ano e reflita se já não é hora de doá-las para alguma instituição de caridade, ou de trocá-las por outras, com as suas amigas, por exemplo.

Observe se falta alguma peça-chave no seu armário. Ou seja, aquela que completaria o tipo de produção que você mais gosta e que se encaixa melhor no seu estilo de vida. Caso a resposta seja sim, está na hora de planejar novas aquisições.

Invista em roupas coordenáveis. Elas poderão ser usadas muito mais vezes e de formas diferentes. Além do mais, você terá a oportunidade de exercitar a sua criatividade na hora de montar produções diferentes com uma mesma peça.

Aposte em sapatos e acessórios. Eles têm o poder de mudar a cara das peças e de transformar um look inteiro. Bijús, cintos e lenços são ótimos complementos para tirar uma produção da mesmice.


Três formas simples de aderir ao consumo consciente

Você quer aderir ao consumo consciente da moda, mas não sabe por onde começar? Aí vão três dicas simples para incorporar essa prática ao seu dia a dia. Mas antes tenha em mente que planejar as compras é fundamental para evitar o impulso de comprar aquilo o que a gente não precisa.

  1. #Durável
    Invista em peças duráveis. Tudo o que tem vida longa demora mais tempo para ser descartado. Obviamente, o que é durável pode ter um custo mais elevado. Porém, não esqueça que, assim como o barato pode sair caro, o caro também pode sair barato. Afinal, mais vale ter poucas roupas de boa qualidade, que serão usadas por anos e anos, por exemplo, do que várias que vão rasgar, desbotar e, em breve, terão que ser descartadas e substituídas.


  2. #Versátil
    Opte pelo o que é versátil. Você vai poder usar de formas distintas e em várias ocasiões. Uma peça de roupa versátil, por exemplo, resulta em produções diferentes e, muitas vezes, inéditas. Isso porque também costuma ser coordenável. Pense num vestido preto. Acompanhado de salto e de complementos mais sofisticados, pode ir à festa. Se for usado com jaqueta jeans e tênis, passeia pelas ruas, durante o dia.


  3. #Atemporal
    Escolha itens atemporais. Pelo menos, aqueles que sejam atemporais para o seu gosto. Se você ama blazer e usa esse tipo de peça desde sempre, invista nela! É uma maneira de ser avessa a modismos e todo mundo sabe que várias tendências surgem e desaparecem num piscar de olhos.


O consumo da moda, roupas e acessórios, tem um grande impacto no nosso mundo, seja ambiental ou social. É necessário, enquanto consumidores, que pensemos para fora do nosso guarda-roupa. Para isso precisamos de informações básicas do antes e do depois das peças, quando elas não estão no nosso alcance de visão.

Sendo consciente e ético com as nossas escolhas de compra, assumindo a nossa parcela de responsabilidade e podemos tornar essa equação positiva. Conhecer o processo de produção da marca que você compra é fundamental.




A International Federation of Alternative Trade (Federação Internacional de Comércio Alternativo) define o Comércio Justo (Fair Trade, em inglês) como uma parceria comercial, baseada em diálogo, transparência e respeito, que busca maior equidade no comércio internacional, contribuindo para o desenvolvimento sustentável por meio de melhores condições de troca e garantia dos direitos para produtores e trabalhadores à margem do mercado, principalmente no Hemisfério Sul. Fonte: SEBRAE

Muitas vezes o baixo custo de uma peça está ligado a condições de trabalho análogas a escrava. Saber as condições de trabalho da fábrica onde as peças são feitas precisas ser fator decisivo na compra. Procure o site e as mídias sócias das marcas que compra para buscar informações sobre a política de sustentabilidade e responsabilidade sócias dessas empresas. Fabricar menos peças, um consumo em menor escala, pode contribuir para melhorar as condições de trabalho dos profissionais da indústria têxtil.




A fabricação de peças de vestuário utiliza muitos recursos naturais finitos, assim como gera resíduos durante e depois do processo de fabricação. Precisamos levar em conta o que pode estar invisível, mas que deve ser levado em consideração no momento da decisão de compra. Um consumo mais lento e programado diminui o impacto ambiental, pois o ritmo de produção fica mais alinhado com os ciclos naturais. Um consumo baseado em: “qualidade sobre quantidade” e “menos é mais”. Escolher produtos versáteis e atemporais garante mais durabilidade da peça no sue guarda-roupa. Milhões de toneladas de roupas são descartadas todo ano, gerando um grave problema para o meio ambiente.


5 perguntas antes de comprar:

Você realmente precisa dessa peça?

Essa peça seria usada com quantas peças do seu guarda-roupa?

Estou comprando porque faz meu estilo, realmente combina comigo?

Essa peça é tendência passageira, usaria 2/3 vezes e cansaria?

Esse produto tem qualidade, duraria?


Vale assistir:




Documentários Netflix:




Sweatshop Free é uma expressão usada para definir o que é executado sem exploração. O termo ganhou força por conta das condições adversas de trabalho em países pobres, situados, principalmente, na Ásia e na América Latina. Só para ilustrar, resumidamente: nessas regiões, os salários nas fábricas costumam ser abaixo do mínimo necessário para a sobrevivência; pode existir mão-de-obra infantil; não há segurança ou proteção trabalhista e as jornadas chegam a ser de 20 horas ininterruptas. Não à toa, essas empresas foram apelidadas de “fábricas de suor”, ou “sweatshops”, o termo que originou o Sweatshop Free.

Roupas, sapatos e brinquedos são alguns dos principais produtos feitos à custa de exploração e já houve denúncias de que esses abusos aconteceram em fábricas de marcas famosas mundialmente. Mas se boicotar a compra do que é produzido nas sweatshops pode ser uma solução radical para alguns, é importante que as pessoas, pelo menos, se conscientizem sobre essa situação. Pressionar os governantes por leis e fiscalizações trabalhistas mais rígidas já é um grande começo para que o Sweatshop Free ganhe força e o consumo possa se tornar cada vez mais responsável.



No Brasil, a Associação Brasileira do Varejo Têxtil (Abvtex) incentiva e monitora práticas de responsabilidade social e trabalhista. A entidade, que representa as principais redes do varejo nacional de vestuário e acessórios de moda, faz auditorias para checar, entre outras coisas, se as empresas usam trabalho infantil, ou análogo ao escravo. Quando elas atendem aos requisitos exigidos, recebem a Certificação de Fornecedores Abvtex. Esse certificado vem sendo cada vez mais exigido dos fornecedores que vendem para os grandes magazines nacionais.
http://www.abvtex.org.br/



#SweatshopFree #TrabalhoSemExploração

Fotos: reprodução da Internet


Uma das iniciativas mais bacanas para incentivar a prática consciente no mercado de moda e beleza é o prêmio promovido pelo site Ecoera (http://www.ecoera.com.br/). O espaço virtual foi criado pela estilista e stylist Chiara Gadaleta para falar sobre a moda ética, que se preocupa com todas as questões do desenvolvimento sustentável. Marcas que privilegiam o comércio justo, a reciclagem, o artesanato e outros temas inerentes ao consumo consciente podem virar pauta no site e têm potencial para receber a premiação.


O prêmio Ecoera é concebido em parceria com o Sistema B. Esse movimento global tem como missão redefinir o sucesso nos negócios e promover pequenas, médias e grandes empresas que usam o seu poder de mercado para discutir e resolver questões sociais e ambientais. Cada marca concorrente ao prêmio Ecoera se encaixa em uma das três categorias, que levam em conta o tamanho de cada empresa. Essa divisão é adotada pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Sustentável).


Idealizadora do Ecoera, Chiara Gadaleta é uma das representantes mais expressivas da moda sustentável no Brasil. Antes de ser estilista e stylist, ela foi modelo e usou a própria imagem para mostrar que é possível aliar estilo a uma moda consciente. Nas palestras e workshops que a também empresária ministra, ela faz questão de difundir informações sobre o descarte têxtil, o reaproveitamento de peças e o slow fashion. Fundadora da marca Tarântula, de bijús e caftans, Chiara preferiu fechá-la ao invés de passar a produzir suas peças na China.

#EstiloConsciente #ModaInteligente #ConsumoResponsável #EstiloEco #ModaÉtica #ConsumoSustentável #Ecoera

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